Bem como em dois mil e seis, resolvi fazer um top 10 para dois mil e sete. E, assim como ano passado, o post que ficou em primeiro lugar surpreendeu-me. Este top 10 é mais um momento de esclarecer alguma postagem que não ficou bem entendida. E... engraçado... olhando mais profundamente acho isso tão narcisista. Quem sabe dois mil e oito eu não faça um top 10 de vários blogs que leio? Bom, no momento vamos à lista:
[ 10º ] Vícios sentimentais
Incluo as outras três partes sobre este post. Dedico aqui a (talvez) última parte sobre o assunto como sintetizando tudo o que escrevi sobre essa neurose que possuímos: desejar.
[ 9º ] Questionamento
Geralmente os loucos já fizeram algum questionamento contido neste post. Mas... o que seria a loucura? Seria a normalidade um conceito e padrões que somos obrigados a obedecer? Seria louco o indivíduo que questionasse todas as camadas, âmbitos, nicho, tribos e denominações sociais do planeta?
[ 8º ] Comfortably Numb
Não posso dizer muito sobre essa postagem. Simplesmente Comfortably Numb é a premonição de uma das maiores verdades que existe em minha vida. Aquelas verdades repetidas quinze vezes.
[ 7º ] O Perigo da Censura Livre
Adoro esse post. De tanto ser bombardeado com uma sutil campanha para a total libertinagem das produções artísticas (teatro, cinema, televisão) questionei sobre o que realmente é desnecessário aos meus olhos e ouvidos. Escrevi no blog que faço parte, o Segredo Social.
[ 6º ] Os grandes hiatos
Bom, enfim o esclarecimento. Hiato é o momento da vida em que passamos por uma lavagem mental. Ficamos sem inspiração. Sem idéias. Sem criatividade. Começamos a buscar coisas novas, idéias novas, inspirações diferentes. Quando voltamos (e se voltamos) mascaramos os nossos velhos ideais com maquilagem diferente. Só isso.
[ 5º ] Frutos da retina
Acho que Frutos da Retina explora o mais secreto de mim mesmo.
[ 4º ] Única
Imagine você parado numa estação de trem. Vendo pessoas embarcarem, desembarcarem, enquanto você espera. Não sabe ao certo a quem espera. Mas está ali. Ansioso. Esperançoso. Paciente. Determinado. Vê inúmeras pessoas diferentes. Até que dentre tantas pessoas você faz a diferença.
[ 3º ] Miopía em águas turvas
É um vômito. As vezes o grito da alma sai tão agudo e sonoro quando vem entalado por dias. Bom... é um texto que fala sobre incompreensão e intolerância. Ah sim, e um pouco de ignorância por quem insiste em negar as lições recebidas.
[ 2º ] Domínio
Essa é uma daquelas postagem que deu certo. Até o presente momento quatro leitores me enviaram suas opiniões. E obtive quatro opiniões diferentes. É a postagem mais subliminar. Mais cheia de mensagens em 2007. Não sabia que um conto meio medieval levasse a interpretações tão distintas. Bom... vamos lá. O post fala sobre relação. Fácil perceber quando digo "Um é o oposto do outro", tanto fisicamente quanto psicologicamente. Fala sobre um casal, extremamente apaixonado que não possuem nada em comum. Mas juntos, são invencíveis... somam forças além do imaginário. Até que um deles (a mulher, no caso) resolve dar atenção aos invejosos de plantão. Rompe a relação, abandonando seu amado. Este, por sua vez, vê-se diante de um dilema: atender os gritos de sua mente ou continuar lutando e vivendo sozinho neste mundo. Mas o fim é trágico. Ele comete suicídio, pois sua consciência falou mais alto. As duas crianças ao final apenas representam a ingenuidade que o ser humano possui quando ainda tem o poder de construir pequenas coisas. Agora, explicado! (:
[ 1º ] Passagem
Eis o primeiro colocado. Não, não é uma postagem da Insaminus. É postagem do blog O Diário de Ester. Esse post, é o post mais carregado de sentimentos, nostalgia e sinceridade emocional. Escrevi numa data especial. Considero um post especial. Fala sobre o tempo. De forma sutil à filha. De forma profunda ao pai. Sempre que leio, fico pensando que poderia escreve-lo de formas diferentes, porém terminando sempre do mesmo jeito.
30.12.07
27.12.07
Domínio
Os guardiões estão sempre atentos para possíveis invasões às terras férteis da parte central do continente. Há somente dois. Um em cada portão da gigantesca cidade. Dias e noites, os divinos protetores vigiavam atentamente cada movimento vindo do horizonte. Não dormiam. Não comiam. Não piscavam. Imóveis como uma estátua. Prontos para entrar em ação se preciso.
A força e o poder desses dois seres era tão escomunal que qualquer um deles poderia explodir a cidade inteira invocando as forças dos seus deuses. Todos os respeitavam. Todos os admiravam. Todos os habitantes davam créditos de confiança às duas criaturas, cada uma em pontos distintos da cidade. Um era o extremo do outro.
Até que um dia, de tanto esperar pelo perigo, um dos guardiões adormeceu. No sétimo minuto de seu cochilo uma flecha, vindo de cavernas próximas, atingiu seu pescoço, perfurando a coluna que sobe para nuca. Morte na hora.
Foi então que a invasão começou. Diversas criaturas das trevas, das cavernas, dos rios, das florestas, do mar e do ar apareceram para finalmente dominar o único trecho de terra que ainda era protegido por seres divinos. A população entrou em pânico e começou a fazer preces ao único guardião que a cidade possuía.
O ser divino, ouvindo as preces, relutou em obedecer. Porém, ergueu a cabeça e decidiu atender o pedido de seu povo. Deslocou-se calmamente para o centro da cidade juntamente com todos os habitantes. Esperou os inimigos passarem os limites das fronteiras, quando então uma enorme bolha de pressão, fogo e destruição formou-se a partir do centro estendendo as partes mais longínquas possíveis.
A vida deixou de existir. A terra tornou-se estéril. O céu escureceu.
"- Crianças! Não brinquem na lama imunda!
- Estamos fazendo um castelo de barro mãe..."
A força e o poder desses dois seres era tão escomunal que qualquer um deles poderia explodir a cidade inteira invocando as forças dos seus deuses. Todos os respeitavam. Todos os admiravam. Todos os habitantes davam créditos de confiança às duas criaturas, cada uma em pontos distintos da cidade. Um era o extremo do outro.
Até que um dia, de tanto esperar pelo perigo, um dos guardiões adormeceu. No sétimo minuto de seu cochilo uma flecha, vindo de cavernas próximas, atingiu seu pescoço, perfurando a coluna que sobe para nuca. Morte na hora.
Foi então que a invasão começou. Diversas criaturas das trevas, das cavernas, dos rios, das florestas, do mar e do ar apareceram para finalmente dominar o único trecho de terra que ainda era protegido por seres divinos. A população entrou em pânico e começou a fazer preces ao único guardião que a cidade possuía.
O ser divino, ouvindo as preces, relutou em obedecer. Porém, ergueu a cabeça e decidiu atender o pedido de seu povo. Deslocou-se calmamente para o centro da cidade juntamente com todos os habitantes. Esperou os inimigos passarem os limites das fronteiras, quando então uma enorme bolha de pressão, fogo e destruição formou-se a partir do centro estendendo as partes mais longínquas possíveis.
A vida deixou de existir. A terra tornou-se estéril. O céu escureceu.
"- Crianças! Não brinquem na lama imunda!
- Estamos fazendo um castelo de barro mãe..."
24.12.07
Balança
Já a libertinagem está do lado de fora. A rebeldia. A anarquia. A resistência. A oposição. Tão cega e tão matriciais que negam as poucas verdades absolutas que movem esse mundo. Paralisam, bloqueiam, regridem e secam as raízes mais profundas dos poucos valores que ainda resistem nessa gigantesca caverna.
Há paradoxo no equilíbrio das coisas. Não há suportes que caibam todas as idealizações do que é verdadeiro e do que é falso. Do que é certo, do que é errado. Há mitos demais. Há ritos demais. Há símbolos demais. Há intolerância. Há padrões. Há o novo velho jeito de se livrar dos seus próprio medos. Sem ser sincero. Sem dizer o que realmente pensa. Sem transparecer a alma. Sem sombra. Sem luz. Sem imagens.
18.12.07
Ambiente Interno
Há mortos e feridos. Mas há paz reinando depois de um longo período de guerra. Não sobrou muito, mas as ruínas servirão como paisagens para belas pinturas. Não há vencedores, mas as lições aprendidas nos tornarão soberanos numa terra de cinzas. Não há histórias pra contar... não há tempo... não há do que se queixar.
Entre os escombros e fuselagens caminho em direção contrário ao vento, não por acaso. O lugar é irreconhecível. Não há nada, não há quase ninguém. Impossível acreditar que nessa terra ainda há de germinar sementes de esperança. Até ouvir risos de crianças, que brincam à luz do sol depois de um longo tempo de recluso.
Aos mortos, pesar...
Aos feridos, cicatrizes...
Às crianças, sementes...
Entre os escombros e fuselagens caminho em direção contrário ao vento, não por acaso. O lugar é irreconhecível. Não há nada, não há quase ninguém. Impossível acreditar que nessa terra ainda há de germinar sementes de esperança. Até ouvir risos de crianças, que brincam à luz do sol depois de um longo tempo de recluso.
Aos mortos, pesar...
Aos feridos, cicatrizes...
Às crianças, sementes...
25.11.07
Monge
Esses dias terei que me retirar, ir pra bem longe, sentar, meditar e me ausentar da Insaminus (do Diário de Ester e do Segredo Social) por tempo indeterminado. Ou, melhor, pelo menos até terminar os trabalhos de faculdade, provas, projeto final, tarefas do descolando (www.descolando.com.br) entre outros!
Mas eu volto!
Não careca, mas de espírito renovado!
=)
Mas eu volto!
Não careca, mas de espírito renovado!
=)
15.11.07
O 3º pilar
A postagem seria outra, mas estou o dia inteiro abalado com a notícia da morte de um amigo meu de infância. Embora hoje não tivéssemos o mesmo contato quando antes, ainda assim a notícia me foi pego de surpresa e, mais uma vez, minha imaginação começou a viajar perante os ciclos e fases da minha vida.
Incrível como as amizades geralmente ganham solidez entre trios. E em diversas fases/partes da minha vida eu possuí (e possuo) trios fortes de amizade. Esse trio no colégio era Miranda, Slawinski e eu. Hoje, Slawinski não está mais entre nós. Coisa difícil de acreditar, para uma pessoa entupida de vida, amante da natureza, saúde e das artes. Mas a morte sempre vem em tons de cinza.
Acho que não possuo o direito de dizer as causas de sua morte, mas pelo menos posso dizer o quanto isso faz a gente perceber que somos vulneráveis ao inevitável. Só não imaginei acontecer isso tão precocemente a alguém que idolatrava a vida.
Minha imaginação percorreu lugares da infância, adolescência e fase adulta. Nela eu encontrei diversos trios de amizades ao quais eu faço parte de alguns e outros formados por personagens próximos a eu. E, hoje, agora, neste momento, digo: como é difícil aceitar a ausência d’um dos pilares que formava um base sólida do plano que vivemos e cultivamos desde pequeno.
"- Cara, quanto tempo eu não te vejo!
- E tu? Não mudou nada, Miranda! E você menos, Slawinski!
- Nenhum de nós três! Éramos invencíveis!"
Incrível como as amizades geralmente ganham solidez entre trios. E em diversas fases/partes da minha vida eu possuí (e possuo) trios fortes de amizade. Esse trio no colégio era Miranda, Slawinski e eu. Hoje, Slawinski não está mais entre nós. Coisa difícil de acreditar, para uma pessoa entupida de vida, amante da natureza, saúde e das artes. Mas a morte sempre vem em tons de cinza.
Acho que não possuo o direito de dizer as causas de sua morte, mas pelo menos posso dizer o quanto isso faz a gente perceber que somos vulneráveis ao inevitável. Só não imaginei acontecer isso tão precocemente a alguém que idolatrava a vida.
Minha imaginação percorreu lugares da infância, adolescência e fase adulta. Nela eu encontrei diversos trios de amizades ao quais eu faço parte de alguns e outros formados por personagens próximos a eu. E, hoje, agora, neste momento, digo: como é difícil aceitar a ausência d’um dos pilares que formava um base sólida do plano que vivemos e cultivamos desde pequeno.
"- Cara, quanto tempo eu não te vejo!
- E tu? Não mudou nada, Miranda! E você menos, Slawinski!
- Nenhum de nós três! Éramos invencíveis!"
12.11.07
Os grandes hiatos
Eu não sei ao certo quanto tempo mais vai durar, mas com certeza esse período de absorção mental é o mais longo que tenho visto. Não só comigo, mas sim também com os amigos de infância. É uma calmaria. Como se o mar estivesse puxando as águas aos poucos para lançar uma forte onda sobre a terra.
Acho que estou fazendo bem o meu papel. Absorvendo coisas novas. Dando uma olhada no antigo e preparando terreno para o novo. Mas... nem sei o que virá. Estou subindo a montanha, vejo imagens, sinto inspirações, algo se aproxima. O que vai acontecer lá em cima? Que vista terei no momento certo?
São hiatos que acontecem em nossas vidas. Nascemos, criamos e morremos... mentalmente. É preciso viver essas fases, lidar com a terrível transição, esvaziar-se aprimorando o olfato para sentir o cheiro do novo.
"Tenho até medo e ansiedade pelo que está por vir... ao mesmo tempo... e se vier!"
Acho que estou fazendo bem o meu papel. Absorvendo coisas novas. Dando uma olhada no antigo e preparando terreno para o novo. Mas... nem sei o que virá. Estou subindo a montanha, vejo imagens, sinto inspirações, algo se aproxima. O que vai acontecer lá em cima? Que vista terei no momento certo?
São hiatos que acontecem em nossas vidas. Nascemos, criamos e morremos... mentalmente. É preciso viver essas fases, lidar com a terrível transição, esvaziar-se aprimorando o olfato para sentir o cheiro do novo.
"Tenho até medo e ansiedade pelo que está por vir... ao mesmo tempo... e se vier!"
7.11.07
5.11.07
Mãe de todos os vícios – Parte 2
- Porque "mãe"? Não seria "pai"?
- Não! Ser mãe significa ter vários significados! Mãe que cuida. Que gesta. Que gera. Que procria. Que educa. Que transforma. Que acompanha. Que se preocupa. Que chora. Que se orgulha. É a referência maior.
- Aahmm!
Sim... o desejo é a mãe de todos os vícios sentimentais. Ele que gera, que dá cria, que leva a vida a todos os outros vícios. E, como todo vício, há sempre o desejo de querer mais. E somos quase que obrigados a injetar na veia mais dessa droga. A ponto de perdermos a noção do ridículo, da razão, da (a)normalidade das coisas.
São estímulos. Desejamos injetar. Desejamos cheirar. Desejamos tocar. Desejamos ouvir. Desejamos olhar. Desejamos degustar. Desejamos sentir. Desejamos possuir. Esse instinto. Instinto animal! E não nos contentamos com pouco, queremos sempre mais. E quando temos tudo, quando consumimos tudo, partimos para coisas novas.
Então... acionamos outros vícios. Atacamos com outras armas. Consumimos. Até esgotar. Queremos mais e sempre mais. Como... como um... como um câncer.
- Mãe?
- Sim.
- Porque não nos contentamos com o que temos?
- Não sei, meu filho. A satisfação das pessoas mudam. Não tem fim.
- Hm... e qual é a sua satisfação no momento?
- Bom... é ver você crescer, vencer, ser feliz e passar isso para seus filhos.
- Hm... mas... e uma satisfação sua? Uma satisfação pessoal?
- Estar viva até lá.
- Não! Ser mãe significa ter vários significados! Mãe que cuida. Que gesta. Que gera. Que procria. Que educa. Que transforma. Que acompanha. Que se preocupa. Que chora. Que se orgulha. É a referência maior.
- Aahmm!
Sim... o desejo é a mãe de todos os vícios sentimentais. Ele que gera, que dá cria, que leva a vida a todos os outros vícios. E, como todo vício, há sempre o desejo de querer mais. E somos quase que obrigados a injetar na veia mais dessa droga. A ponto de perdermos a noção do ridículo, da razão, da (a)normalidade das coisas.
São estímulos. Desejamos injetar. Desejamos cheirar. Desejamos tocar. Desejamos ouvir. Desejamos olhar. Desejamos degustar. Desejamos sentir. Desejamos possuir. Esse instinto. Instinto animal! E não nos contentamos com pouco, queremos sempre mais. E quando temos tudo, quando consumimos tudo, partimos para coisas novas.
Então... acionamos outros vícios. Atacamos com outras armas. Consumimos. Até esgotar. Queremos mais e sempre mais. Como... como um... como um câncer.
- Mãe?
- Sim.
- Porque não nos contentamos com o que temos?
- Não sei, meu filho. A satisfação das pessoas mudam. Não tem fim.
- Hm... e qual é a sua satisfação no momento?
- Bom... é ver você crescer, vencer, ser feliz e passar isso para seus filhos.
- Hm... mas... e uma satisfação sua? Uma satisfação pessoal?
- Estar viva até lá.
30.10.07
Miopia em águas turvas!
"Os peixes não falam. Mas as pessoas falam demais."
É como se algo sempre te puxasse pra trás. Você tenta nadar junto à maré, mas sempre tem uma linha que impede em ser livre.
Já cansei de ficar nadando contra a correnteza. Cansei de bancar o salmão e encarar subir cataratas numa atitude quase suicida. Acho que a única maneira de provar que sou eu mesmo É SER eu mesmo. Não preciso provar mais nada p’ra ninguém. Tem horas que não dá mais p’ra ser bonzinho e nessas horas algumas atitudes mais ríspidas devem ser tomadas.
Parece que o momento é o que importa. Do nada esquecem os valores, as histórias, as origens e as dores. Toma-se a visão instantânea como a grande verdade absoluta. Quem está de fora nunca percebe os detalhes. Tudo é distorcido. Mal julgado. É a Miopia do Ofício!
Que inferno! Parece que não aprendeu nada das lições que a vida, pacientemente, ensinava. Só que dessa vez, vou deixar de absorver as coisas ruins e passar a dar valor aos que realmente querem agregar valores!
"Peixe fisgado pelo anzol, quando se livra, viverá eternamente com a boca cortada!"
É como se algo sempre te puxasse pra trás. Você tenta nadar junto à maré, mas sempre tem uma linha que impede em ser livre.
Já cansei de ficar nadando contra a correnteza. Cansei de bancar o salmão e encarar subir cataratas numa atitude quase suicida. Acho que a única maneira de provar que sou eu mesmo É SER eu mesmo. Não preciso provar mais nada p’ra ninguém. Tem horas que não dá mais p’ra ser bonzinho e nessas horas algumas atitudes mais ríspidas devem ser tomadas.
Parece que o momento é o que importa. Do nada esquecem os valores, as histórias, as origens e as dores. Toma-se a visão instantânea como a grande verdade absoluta. Quem está de fora nunca percebe os detalhes. Tudo é distorcido. Mal julgado. É a Miopia do Ofício!
Que inferno! Parece que não aprendeu nada das lições que a vida, pacientemente, ensinava. Só que dessa vez, vou deixar de absorver as coisas ruins e passar a dar valor aos que realmente querem agregar valores!
"Peixe fisgado pelo anzol, quando se livra, viverá eternamente com a boca cortada!"
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