Como de costume, anualmente crio uma lista do que considero as dez melhores postagens da Insaminus. Logicamente a ordem não interessa muito... foi tanta coisa escrita que poderia criar uma outra lista... ou listar tudo... ou listar nada!
10º - A pessoa que faz a diferença - ser diferente estaria na moda?
9º - Hardcore - note que a nota gravemente se perde.
8º - 13 Letras - incoerentemente imprevisível.
7º - goodbye cold weather - adeus ao inverno... mas já tou sentindo falta!
6º - Vazão - esqueci...
5º - Gostos e Aflições - vice e versa.
4º - Guerra dos Sentimentos - cara, adorei esse post, demorei muito tempo pra escrever, mas ficou enooorme...
3º - Mundo dos Sonhos - mande lembranças.
2º - Atos - por que, porque, por quê, porquê?
1º - Lara e Julie - Um dos mais belos textos que escrevi. É uma homenagem às mulheres. É o encanto da incoerência. É brincar de paradoxo. É o curioso comportamento humano.
30.12.08
25.12.08
Natal com gosto de café
Cada pessoa tem uma visão do Natal, novidade nenhuma.
Eu comparo como tomar café. Há pessoas que amam e tomam bem quente. Outras tomam sem açúcar. Outras misturam com leite. Outras gostam que seja forte e amargo. Outras de chafé. Outras que comem com biscoitos, molhando a bolacha no líquido. Outras gostam de beber de dia. Outras bebem durante a noite. Umas gostam de tomar café sozinhas. Outras nem tanto. Umas tomam café acompanhadas. Outras gostariam de tomar café acompanhadas. Uns dizem que é de má qualidade. Outras dizem que não se fazem mais cafés como antigamente. Uns coam em bules, outras em cafeteiras. Há quem não bebem mas gostam do cheiro e, por último, há aquelas que odeiam!
Esse Natal que conhecemos é como o café! Torrado, moído, embrulhado, empacotado, carimbado, ofertado, vendido, coado e ingerido com um bom pedaço de panetone!
Eu comparo como tomar café. Há pessoas que amam e tomam bem quente. Outras tomam sem açúcar. Outras misturam com leite. Outras gostam que seja forte e amargo. Outras de chafé. Outras que comem com biscoitos, molhando a bolacha no líquido. Outras gostam de beber de dia. Outras bebem durante a noite. Umas gostam de tomar café sozinhas. Outras nem tanto. Umas tomam café acompanhadas. Outras gostariam de tomar café acompanhadas. Uns dizem que é de má qualidade. Outras dizem que não se fazem mais cafés como antigamente. Uns coam em bules, outras em cafeteiras. Há quem não bebem mas gostam do cheiro e, por último, há aquelas que odeiam!
Esse Natal que conhecemos é como o café! Torrado, moído, embrulhado, empacotado, carimbado, ofertado, vendido, coado e ingerido com um bom pedaço de panetone!
21.12.08
Os dois lados de um clima
Acho que pela primeira vez estou escrevendo no blog numa manhã de domingo. Ainda mais num domingo de sol, mesmo que tímido. Vários foram os dias chuvosos fazendo até mesmo de frio. Hoje é o início oficial do verão que curiosamente aqui no Rio sempre começa no início de novembro o grande calor que frita essa cidade. Mas esse ano as coisas foram diferentes. Esse ano as chuvas insistiram em cair.
O ano ainda não acabou mas 2008 foi para eu como o clima. A temperatura oscilou em momentos inesperados, inverno caloroso, ventania na primavera e um início de verão chuvoso. Assim como dois mil e seis foi um ano de mudanças, na área familiar, profissional e pessoal. Não sei se para melhor, mas sempre repito que toda mudança é sempre bem-vinda. A partir das más escolhas a gente vai ganhando a malandragem de depois decidir melhor em situações parecidas.
E como o clima não dá pra confiar muito, a gente aproveita os momentos de sol, mesmo tímido, para sentir algumas alegrias. Não, não estou fazendo uma retrospectiva, ainda... mas é como um velho hábito de se falar do tempo quando há um silêncio enorme entre as pessoas. Para entender basta apenas fazer uma analogia aqui na Insaminus.
O ano ainda não acabou mas 2008 foi para eu como o clima. A temperatura oscilou em momentos inesperados, inverno caloroso, ventania na primavera e um início de verão chuvoso. Assim como dois mil e seis foi um ano de mudanças, na área familiar, profissional e pessoal. Não sei se para melhor, mas sempre repito que toda mudança é sempre bem-vinda. A partir das más escolhas a gente vai ganhando a malandragem de depois decidir melhor em situações parecidas.
E como o clima não dá pra confiar muito, a gente aproveita os momentos de sol, mesmo tímido, para sentir algumas alegrias. Não, não estou fazendo uma retrospectiva, ainda... mas é como um velho hábito de se falar do tempo quando há um silêncio enorme entre as pessoas. Para entender basta apenas fazer uma analogia aqui na Insaminus.
28.11.08
Atos
Assim com tudo na minha vida os textos que escrevo aqui oscilam entre o céu e o inferno. Entre o escuro e o claro. É um paradoxo que me cerca que me faz sentir assim. Os extremos me perseguem... as letras me perseguem... os dias de chuva também. Há um eco em minha sala em minha sala.
Não, eu não estou escrevendo em primeira pessoa... odeio fazer isso, ainda mais no tempo presente. Gosto do Pretérito Perfeito e odeio o Futuro do Pretérito. Porque, meu Deus, são tantos tempos? Porque diabos ainda não pensei nisso antes? Se pensei, não senti. Se senti, não vivi.
Pensar, sentir, viver. É provavelmente a seqüencia de atos cometidos por minha alma momentos antes de escrever em meu blog.
Não, eu não estou escrevendo em primeira pessoa... odeio fazer isso, ainda mais no tempo presente. Gosto do Pretérito Perfeito e odeio o Futuro do Pretérito. Porque, meu Deus, são tantos tempos? Porque diabos ainda não pensei nisso antes? Se pensei, não senti. Se senti, não vivi.
Pensar, sentir, viver. É provavelmente a seqüencia de atos cometidos por minha alma momentos antes de escrever em meu blog.
21.11.08
Acaso com o descaso
Ando um pouco impaciente... meio sem saco também!
Tinha (e ainda tenho) alguns posts legais pré-prontos, mas minha total falta de paciência pr'as coisas me impedem d'eu publica-los. Acho que preciso de um astral melhor para poder termina-los bem. Tem até um legal sobre a 'consciência negra', mas arquivei!
É... impaciente com o tempo e com várias coisas rotineiras que vem me irritando. Tem a ver com amigos, trabalho, estudos, Projeto Final e Natal chegando.
Ando sem saco pras coisas que nunca terminam. E ver aquilo que quero que comece logo se afastar ainda mais. As vezes acho que estou sendo vigiado. Porquê as pessoas gritam e choram pra chamar a atenção? É como numa conversa em que duas pessoas falam ao mesmo tempo sem prestar atenção no que o outro está dizendo. Querem ser ouvidas e não ouvem!
To irritado por ver certas coisas. Ver que tá errado e eu não poder fazer nada! Gostaria de não saber... não posso também saber de tudo!
Ver tanta coisa fútil, inacabada, arrogância, despreparo, descaso, bagunça e muita incompreensão me desperta o maior dos incômodos em um ser humano: a desmotivação.
Tinha (e ainda tenho) alguns posts legais pré-prontos, mas minha total falta de paciência pr'as coisas me impedem d'eu publica-los. Acho que preciso de um astral melhor para poder termina-los bem. Tem até um legal sobre a 'consciência negra', mas arquivei!
É... impaciente com o tempo e com várias coisas rotineiras que vem me irritando. Tem a ver com amigos, trabalho, estudos, Projeto Final e Natal chegando.
Ando sem saco pras coisas que nunca terminam. E ver aquilo que quero que comece logo se afastar ainda mais. As vezes acho que estou sendo vigiado. Porquê as pessoas gritam e choram pra chamar a atenção? É como numa conversa em que duas pessoas falam ao mesmo tempo sem prestar atenção no que o outro está dizendo. Querem ser ouvidas e não ouvem!
To irritado por ver certas coisas. Ver que tá errado e eu não poder fazer nada! Gostaria de não saber... não posso também saber de tudo!
Ver tanta coisa fútil, inacabada, arrogância, despreparo, descaso, bagunça e muita incompreensão me desperta o maior dos incômodos em um ser humano: a desmotivação.
7.11.08
Mundo dos Sonhos
Muito já se falou sobre mundos espirituais, mundos paralelos, mundos imaginários e mundos de outras partes do universo. Algumas pessoas dizem já terem vivido experiências habitando-os e até se comunicando com seres presentes à essa outra dimensão. Nenhum desses mundos foi provado cientificamente. O que realmente se sabe é que nada se sabe.
Porém há um mundo que a gente pode afirmar sim com certeza a sua existência. Que todos já percorreram, uns com mais outros com menos freqüência. O mundo dos sonhos. Algo completamente surreal, disforme, nebuloso e indecifrável... mas real.
O sonho é a imagem que recebemos desse mundo. É o canal de comunicação. Quando adormecemos sonhamos e recebemos essas informações (sons, imagens, toques e até cheiro!). Encontramos pessoas conhecidas. Encontramos pessoas que nunca vimos na vida, mas que são familiares. Lugares nunca vistos antes. Presença da gravidade. Ausência da mesma quando voamos nos sonhos. Nos apaixonamos. Nos enfurecemos. Sentimos medo. Sentimos vergonha. Somos poderosos. Somos impotentes. Mandamos no sonho. O sonho nos manda.
Todos os sentimentos estão presentes. Assim como o cotidiano da vida real. Também mentimos. Traímos. Transamos. Roubamos. Abraçamos. Conversamos. Comemos. Bebemos. Estudamos. Trabalhamos. Corremos. Voamos. E até mesmo matamos. Não há noção de tempo no sonho... só o espaço. O tempo se repete. Sonhos se repetem. Até mesmo você comete o mesmo erro diversas vezes em sonhos diferentes.
A boa notícia é que você não será cobrado no mundo dos acordados as besteiras que você cometeu no mundo dos sonhos. Assim como você não será homenageado das coisas boas que fez por lá. Ou seja, não há vinculo entre os dois mundos. Não há troca de informações. Não... não adianta. Não tente trazer aquela pessoa que ama você nos sonhos para o mundo real. Também não adianta você levar seus problemas daqui para o mundo dos sonhos e deixa-los lá. Somos tão egoístas que desejamos não acordar em sonhos bons, sem nem ao menos entender o que se passa do lado de cá.
Esquece. A única bagagem de informação entre os dois mundos é o seu cérebro. Você tocará, sentirá, cheirará... mas não terá poder nenhum em trazer ou levar algo entre os dois mundos... só sua experiencia, suas histórias. MAS nós, do mundo dos acordados, temos uma vantagem. Temos a capacidade de saber a existência deste mundo em que a recíproca não é verdadeira.
Deitamos, adormecemos e a maioria das vezes sonhamos. Quando estamos por lá não sabemos do mundo dos acordados. Perceba que no momento que você se dá conta que há um mundo aqui fora (dependendo do ponto de vista) você é expulso deste lugar sombrio quase que imediatamente.. e acorda.
O mundo dos sonhos não sabe, ou não quer saber, o que existe aqui fora. Há uma razão para isso. Embora haver semelhança entre os dois mundos, há uma razão para que tenhamos tanta informação de "coisas que por algum motivo nos fazem sentido". O sonho não é somente um telão de cinema com imagens e sons para nos distrair enquanto dormimos. É mais que isso... e creio eu que a verdade está justamente naquilo que não conseguimos trazer de lá, nos sonhos que não conseguimos lembrar.
Porém há um mundo que a gente pode afirmar sim com certeza a sua existência. Que todos já percorreram, uns com mais outros com menos freqüência. O mundo dos sonhos. Algo completamente surreal, disforme, nebuloso e indecifrável... mas real.
O sonho é a imagem que recebemos desse mundo. É o canal de comunicação. Quando adormecemos sonhamos e recebemos essas informações (sons, imagens, toques e até cheiro!). Encontramos pessoas conhecidas. Encontramos pessoas que nunca vimos na vida, mas que são familiares. Lugares nunca vistos antes. Presença da gravidade. Ausência da mesma quando voamos nos sonhos. Nos apaixonamos. Nos enfurecemos. Sentimos medo. Sentimos vergonha. Somos poderosos. Somos impotentes. Mandamos no sonho. O sonho nos manda.
Todos os sentimentos estão presentes. Assim como o cotidiano da vida real. Também mentimos. Traímos. Transamos. Roubamos. Abraçamos. Conversamos. Comemos. Bebemos. Estudamos. Trabalhamos. Corremos. Voamos. E até mesmo matamos. Não há noção de tempo no sonho... só o espaço. O tempo se repete. Sonhos se repetem. Até mesmo você comete o mesmo erro diversas vezes em sonhos diferentes.
A boa notícia é que você não será cobrado no mundo dos acordados as besteiras que você cometeu no mundo dos sonhos. Assim como você não será homenageado das coisas boas que fez por lá. Ou seja, não há vinculo entre os dois mundos. Não há troca de informações. Não... não adianta. Não tente trazer aquela pessoa que ama você nos sonhos para o mundo real. Também não adianta você levar seus problemas daqui para o mundo dos sonhos e deixa-los lá. Somos tão egoístas que desejamos não acordar em sonhos bons, sem nem ao menos entender o que se passa do lado de cá.
Esquece. A única bagagem de informação entre os dois mundos é o seu cérebro. Você tocará, sentirá, cheirará... mas não terá poder nenhum em trazer ou levar algo entre os dois mundos... só sua experiencia, suas histórias. MAS nós, do mundo dos acordados, temos uma vantagem. Temos a capacidade de saber a existência deste mundo em que a recíproca não é verdadeira.
Deitamos, adormecemos e a maioria das vezes sonhamos. Quando estamos por lá não sabemos do mundo dos acordados. Perceba que no momento que você se dá conta que há um mundo aqui fora (dependendo do ponto de vista) você é expulso deste lugar sombrio quase que imediatamente.. e acorda.
O mundo dos sonhos não sabe, ou não quer saber, o que existe aqui fora. Há uma razão para isso. Embora haver semelhança entre os dois mundos, há uma razão para que tenhamos tanta informação de "coisas que por algum motivo nos fazem sentido". O sonho não é somente um telão de cinema com imagens e sons para nos distrair enquanto dormimos. É mais que isso... e creio eu que a verdade está justamente naquilo que não conseguimos trazer de lá, nos sonhos que não conseguimos lembrar.
27.10.08
Gostos e Aflições
Gosto de falar sobre as estranhezas das pessoas, principalmente as minhas.
Não gosto é de alugar os ouvidos das pessoas, então eu abuso do meu blog... coitado.
Gosto de falar sobre música, principalmente as músicas estranhas, elas são menos enjoativas e perduram mais.
O que eu não gosto é forçar ou ser forçado a escutar uma música.
Gosto de brincar com os números, principalmente os números repetidos. Eles me perseguem.
Não gosto de acreditar muito neles... me assustam.
Aprecio as boas conversas entre os amigos. Na descontração os papos nunca são jogados fora.
Não aprecio conversas paralelas e sem nexo. Ou má interpretações. Ou deduções de acontecimentos não verdadeiros.
Gosto de acreditar num grande amor. Mesmo sabendo (ou não) da sua (in)existência.
Me aflige em não encontrar um grande amor. Ou me dar conta de saber que o perdi.
Gosto de encontrar as coisas boas e fazer bom uso delas. De compartilhar, trocar valores e crescer junto com todos.
Odeio quando me trazem coisas ruins. Principalmente quando eu não estou preparado para enfrenta-las.
Gosto de entender as coisas e saber por onde caminho. Há tantos caminhos a seguir, há tanto o que fazer.
Me aflige o fato de poder perder o meu caminho. E, pior, saber que não há mais nada o que possa ser feito.
[ post totalmente inspirado ouvindo The Shins, Bloc Party, Built to Spill e Blind Melon ]
Não gosto é de alugar os ouvidos das pessoas, então eu abuso do meu blog... coitado.
Gosto de falar sobre música, principalmente as músicas estranhas, elas são menos enjoativas e perduram mais.
O que eu não gosto é forçar ou ser forçado a escutar uma música.
Gosto de brincar com os números, principalmente os números repetidos. Eles me perseguem.
Não gosto de acreditar muito neles... me assustam.
Aprecio as boas conversas entre os amigos. Na descontração os papos nunca são jogados fora.
Não aprecio conversas paralelas e sem nexo. Ou má interpretações. Ou deduções de acontecimentos não verdadeiros.
Gosto de acreditar num grande amor. Mesmo sabendo (ou não) da sua (in)existência.
Me aflige em não encontrar um grande amor. Ou me dar conta de saber que o perdi.
Gosto de encontrar as coisas boas e fazer bom uso delas. De compartilhar, trocar valores e crescer junto com todos.
Odeio quando me trazem coisas ruins. Principalmente quando eu não estou preparado para enfrenta-las.
Gosto de entender as coisas e saber por onde caminho. Há tantos caminhos a seguir, há tanto o que fazer.
Me aflige o fato de poder perder o meu caminho. E, pior, saber que não há mais nada o que possa ser feito.
[ post totalmente inspirado ouvindo The Shins, Bloc Party, Built to Spill e Blind Melon ]
26.10.08
Últimas Notícias
* Diante das incontáveis promessas de campanha, Eduardo Paes já pensa em reeleição
* Gabeira preocupado com resultado do Ibope: "Opa!"
* Paes confiante com pesquisas do Ibope: "Upa!"
* Criança de cinco anos não aceita esperar até o Natal para receber a boneca da Barbie prometida por Eduardo Paes
* Moradores da Zona Sul protestam, em Búzios, a vitória de Paes
* Velhinha agradece a Paes pela dentadura recebida como promessa de campanha. Validade por 4 anos.
* Gabeira acompanha apuração fumando o tênis.
* Operários de Fábrica de Pás da Zona Oeste se confundem ao votarem nas urnas
* "Eu quero Paes pra mim!", diz menor abandonado
* Pinóquio à Paes: "Esse eu garanto!"
* Paes à Pinóquio: "Você é um bom menino!"
* Paes promete lançar novo "Jogo da memória" para o Natal.
* Correção: Paes promete lançar livro "Promessas de Campanha" para o Natal
* Eleitores do Rio divididos: Vai dar Paes, Gabeira ou praia em Búzios?
* 20% optaram pela praia
* Sérgio Cabral, que não descobriu o Brasil, descobriu um Feriado fajuto na Segunda-Feira.
* Paes sobre sua campanha milionária: "Nem BigBrother paga melhor!"
* BOMBA! Diante das promessas de Paes, autoridades de Londres cedem Olimpíadas de 2012 para o Rio.
* Abelhas invadem ouvidos de 49.17% da população da cidade do Rio de Janeiro
* Curiosamente 49.17% da população do Rio de Janeiro começam a sapatear misteriosamente.
* Moradores da Zona Oeste para Zona Sul: "Vocês estão viajando em votar no Gabeira!"
* Gabeira incentiva o projeto "Urna Eletrônica no Celular". Cariocas em Búzios agradecem.
* "Rosinha em Campos e Eduardo Paes no Rio. Passamos da porta do inferno!" - diz eleitora Aninha
* Beira-Mar revoltado: " Com César Maia, Conde, Sérgio Cabral, Garotinho, Rosinha e Eduardo Paes, não dá pra competir no Rio de Janeiro"
* "Fui apenas o intérprete da mensagem do povo do Rio de Janeiro não apenas a seus políticos, mas para os políticos de todo o Brasil" - diz Paes (oficial).
* "Por isso está essa merda!" - diz eleitor (eu) revoltado (quase oficial)
* Dunga aliviado com promessa de Paes: "O hexa é nosso!"
* Paes é curado do problema crônico na coluna ao realizar cirurgia no nariz
* Gabeira, calmamente, agora vai fumando o paletó e já pensa nas eleições em 2012
* Crise Imobiliária: Bolsas no mundo inteiro voltam a operar em alta com promessa de Paes: "Prometo casas populares para todo mundo!"
* Fernanda Torres ao ver resultado final: "O que é isto, companheiro?"
* Jandira para Paes: "Te aborto! Quer dizer... te adoro!"
* Lula para Paes: "Esse é 10! Quer dizer... 9"
* César Maia para Paes: "Minha cria!"
* Sérgio Cabral para Paes: "Me deve uma segunda-feira"
* Funcionário público para Gabeira: "Foi mal! Pô, feriadão, praia... tentador!"
* McCain para Paes: "Vai uma batatinha?"
* Paes desconversa sobre suposta compra de votos: "Não dá pra falar agora... tá na hora da merenda!"
* Lilian Sá sobre panfletos contra Gabeira: "Só foram 1, 2, 3, 4..."
* Busca "Eduardo Paes" no Google: "você quis dizer... marqueteiro?"
* Gabeira preocupado com resultado do Ibope: "Opa!"
* Paes confiante com pesquisas do Ibope: "Upa!"
* Criança de cinco anos não aceita esperar até o Natal para receber a boneca da Barbie prometida por Eduardo Paes
* Moradores da Zona Sul protestam, em Búzios, a vitória de Paes
* Velhinha agradece a Paes pela dentadura recebida como promessa de campanha. Validade por 4 anos.
* Gabeira acompanha apuração fumando o tênis.
* Operários de Fábrica de Pás da Zona Oeste se confundem ao votarem nas urnas
* "Eu quero Paes pra mim!", diz menor abandonado
* Pinóquio à Paes: "Esse eu garanto!"
* Paes à Pinóquio: "Você é um bom menino!"
* Paes promete lançar novo "Jogo da memória" para o Natal.
* Correção: Paes promete lançar livro "Promessas de Campanha" para o Natal
* Eleitores do Rio divididos: Vai dar Paes, Gabeira ou praia em Búzios?
* 20% optaram pela praia
* Sérgio Cabral, que não descobriu o Brasil, descobriu um Feriado fajuto na Segunda-Feira.
* Paes sobre sua campanha milionária: "Nem BigBrother paga melhor!"
* BOMBA! Diante das promessas de Paes, autoridades de Londres cedem Olimpíadas de 2012 para o Rio.
* Abelhas invadem ouvidos de 49.17% da população da cidade do Rio de Janeiro
* Curiosamente 49.17% da população do Rio de Janeiro começam a sapatear misteriosamente.
* Moradores da Zona Oeste para Zona Sul: "Vocês estão viajando em votar no Gabeira!"
* Gabeira incentiva o projeto "Urna Eletrônica no Celular". Cariocas em Búzios agradecem.
* "Rosinha em Campos e Eduardo Paes no Rio. Passamos da porta do inferno!" - diz eleitora Aninha
* Beira-Mar revoltado: " Com César Maia, Conde, Sérgio Cabral, Garotinho, Rosinha e Eduardo Paes, não dá pra competir no Rio de Janeiro"
* "Fui apenas o intérprete da mensagem do povo do Rio de Janeiro não apenas a seus políticos, mas para os políticos de todo o Brasil" - diz Paes (oficial).
* "Por isso está essa merda!" - diz eleitor (eu) revoltado (quase oficial)
* Dunga aliviado com promessa de Paes: "O hexa é nosso!"
* Paes é curado do problema crônico na coluna ao realizar cirurgia no nariz
* Gabeira, calmamente, agora vai fumando o paletó e já pensa nas eleições em 2012
* Crise Imobiliária: Bolsas no mundo inteiro voltam a operar em alta com promessa de Paes: "Prometo casas populares para todo mundo!"
* Fernanda Torres ao ver resultado final: "O que é isto, companheiro?"
* Jandira para Paes: "Te aborto! Quer dizer... te adoro!"
* Lula para Paes: "Esse é 10! Quer dizer... 9"
* César Maia para Paes: "Minha cria!"
* Sérgio Cabral para Paes: "Me deve uma segunda-feira"
* Funcionário público para Gabeira: "Foi mal! Pô, feriadão, praia... tentador!"
* McCain para Paes: "Vai uma batatinha?"
* Paes desconversa sobre suposta compra de votos: "Não dá pra falar agora... tá na hora da merenda!"
* Lilian Sá sobre panfletos contra Gabeira: "Só foram 1, 2, 3, 4..."
* Busca "Eduardo Paes" no Google: "você quis dizer... marqueteiro?"
24.10.08
Gabeira 43
Meu blog não é imparcial. Deixo bem claro as minhas opiniões aqui. Estou farto de campanhas milionárias, promessas e promessas, musiquinhas e propostas mirabolantes que nunca são cumpridas.
Abaixo um e-mail que resume bem o meu sentimento perante o 2º turno das eleições para prefeito daqui do Rio de Janeiro:
"Meu caro amigo,
Quantas vezes você assistiu candidatos prometerem e se comprometerem? Quantas vezes você os viu cumprindo o que afirmaram na campanha? Campanha é uma coisa e governar é outra, diriam alguns. Estou cansado de ouvir isso.
Confesso que levei muito tempo para absorver a magistral frase do falecido governador Mario Covas: “no final de contas, eleição é uma disputa de carater.”
Esta frase do nosso saudoso político santista, conhecido pela sua seriedade no trato com o bem público e pelo respeito ao cidadão, se aplica agora quando vivemos um momento em que o marketing é capaz de colocar na boca de qualquer político a mensagem que é conveniente para o momento.
Assim sendo, com dinheiro para pagar uma boa pesquisa do que o eleitorado quer ouvir ou quer se seja feito, com mais dinheiro para pagar um iluminado marketeiro para traduzir em uma forma retumbante e cheia de credibilidade o que os eleitores querem ouvir e na forma em que querem ouvir, um político bisonho e sem expressão se torna carismático e aparece bem na fita, iludindo o eleitorado.
Na eleição do Rio, eu vou votar como Mario Covas – vou votar no carater, no que eu conheço e não tenho dúvidas pelo que já demonstrou e pelo passado que pode ser mostrado a qualquer um sem medo de ser criticado por ter enganado a quem quer que seja. No passado, muitas ações podem ter sido feitas e que hoje merecem críticas, mas sempre foram ações coerentes com suas convicções e nunca objeto de enganação ou de busca de vantagem pessoal.
Por isso, meus amigos eu vou de Gabeira e peço seu voto para ele."
Abaixo um e-mail que resume bem o meu sentimento perante o 2º turno das eleições para prefeito daqui do Rio de Janeiro:
"Meu caro amigo,
Quantas vezes você assistiu candidatos prometerem e se comprometerem? Quantas vezes você os viu cumprindo o que afirmaram na campanha? Campanha é uma coisa e governar é outra, diriam alguns. Estou cansado de ouvir isso.
Confesso que levei muito tempo para absorver a magistral frase do falecido governador Mario Covas: “no final de contas, eleição é uma disputa de carater.”
Esta frase do nosso saudoso político santista, conhecido pela sua seriedade no trato com o bem público e pelo respeito ao cidadão, se aplica agora quando vivemos um momento em que o marketing é capaz de colocar na boca de qualquer político a mensagem que é conveniente para o momento.
Assim sendo, com dinheiro para pagar uma boa pesquisa do que o eleitorado quer ouvir ou quer se seja feito, com mais dinheiro para pagar um iluminado marketeiro para traduzir em uma forma retumbante e cheia de credibilidade o que os eleitores querem ouvir e na forma em que querem ouvir, um político bisonho e sem expressão se torna carismático e aparece bem na fita, iludindo o eleitorado.
Na eleição do Rio, eu vou votar como Mario Covas – vou votar no carater, no que eu conheço e não tenho dúvidas pelo que já demonstrou e pelo passado que pode ser mostrado a qualquer um sem medo de ser criticado por ter enganado a quem quer que seja. No passado, muitas ações podem ter sido feitas e que hoje merecem críticas, mas sempre foram ações coerentes com suas convicções e nunca objeto de enganação ou de busca de vantagem pessoal.
Por isso, meus amigos eu vou de Gabeira e peço seu voto para ele."
19.10.08
A Guerra dos Sentimentos
Era uma sala grande. Mais ou menos do tamanho de uma aula de aula. Os sentimentos estavam quase todos ali para uma reunião. Conversando e discutindo sobre coisas da vida, sobre como os humanos se portavam perante suas doses químicas nas veias sanguíneas e sobre a importância da existência dos mesmos. Eram todos vaidosos e cada um defendia sua importância. Até que entrou pela porta, cheio de si, o desprezo.
- Desafio qualquer um aqui dentro sobre qual sentimento é o mais predominante entre os humanos. O mais forte. O mais resistente e o mais maligno. - disse. Curiosos, os demais sentimentos procuraram saber do motivo do desafio. O desprezo prontamente respondeu:
- Não acredito que alguém aqui consiga ser mais forte e mais duradouro que eu. Eu sobreponho todo e qualquer tipo de sentimento aqui dentro. - completou o desprezo. Alguns dos sentimentos ficaram alvoroçados, outros preferiram não se meter, mas logo o amor tomou a palavra.
- Eu sou duradouro. Eu sou imortal. Sobrevivo até mesmo depois da morte. - disse.
- Eu não acredito em você. Você tem várias caras. Não tem definição. Não dorme, não come, não anda. Uns dizem seu nome em vão. São falsos com você mesmo. Te confundem com paixão, com avareza, com ciúmes. Pois você não tem forma. Na luta dos sentimentos é o primeiro a morrer. Você, no coração das pessoas, é o mais fraco. O mais ilusório. Você é utópico. Você, amor, é inexistente. - devolveu o desprezo. Diante destas palavras o amor caiu em prantos... e foi afogar as lágrimas ao lado do seu melhor amigo, o ódio.
- Alguém mais? - perguntou o desprezo.
- O que mais faz estrago entre as pessoas sou eu. Sou benevolente as vezes, mas com certeza sou o sentimento mais temido de todos. - disse a solidão.
- Vejo que você não haje sozinha. Para que você existe deve existir a arrogância. As pessoas que são arrogantes encontram você. É através da arrogância que você existe. Todos ficam esperando por um pouco de atenção, mas não prestam sequer a vontade de trocar valores entre elas. Na verdade, solidão, para que você exista deve haver inúmeros sentimentos ruins como você. Desde a arrogância, o orgulho, o preconceito... inúmeros sentimentos te alimentam... e você não é nada sem eles. Sem eles você não existe. - disse o desprezo. A solidão ficou paralisada. Imóvel. Ninguém foi ajuda-la. Sozinha ela cai no chão em estado de choque.
- Vejo que ninguém é páreo à minha existência. - debochou o desprezo.
- Eu trago o que todos buscam. Os humanos me querem. Eu sou o motor da vida deles. É em mim que depositam todas as suas apostas. Sou o norte. Sou o que chamam de felicidade. - disse a felicidade. O desprezo riu compulsivamente. Debochadamente. Desconcertadamente.
- Você!? Não me faça rir. Para aqueles que te procuram, procuram porque são egoístas. As pessoas estão fechadas em seu mundinho particular, em seu pequeno espaço de terra e dizem que isso é a felicidade. Você morre na primeira turbulência que uma pessoa passa. Em questões de segundo eu posso levar a pessoa do céu ao inferno. Você é frágil. É quase inalcançável. E, quando alcança, a sua existência é tênue. Diga-me, se todos estão à sua procura, porquê você insiste em se esconder? Outra coisa, porque você só bate à porta das pessoas erradas? - perguntou o desprezo.
De tanto pensar numa resposta, a felicidade cansou-se e sentou-se.
- Você é muito cheio de si, desprezo. Eu não acredito em seu desafio. Sou ou pior dos sentimentos. Eu domino todos os corações humanos. Sou o mais temido. Eu sim sou o motor deste mundo. As pessoas trabalham, comem, se divertem, se relacionam por temerem a mim. Eu trago inúmeras aflições aos corações das pessoas e com isso eu controlo o mundo. Controlo a medicina. A estética. O dinheiro. O progresso. - disse o medo.
- Não é o mais forte. As pessoas temem mais a mim. Para quem tem desprezo pelas coisas não faz jus ao medo. - simples assim disse o desprezo. O medo sem reação tentou se esconder de temor.
- Vejo que não há sentimento à minha altura. Quando há meu sentimento no coração das pessoas ele é predominante. Em quem despreza e principalmente em quem é desprezado.
Os sentimentos ficaram quietos, aterrorizados. Os bons sentimentos tentavam se unir no canto da sala, mas a impaciência não deixava que estes se organizassem. A vergonha quis se defender mas, como sempre, não teve a ajuda da sua amiga coragem. A dor, incapaz, só gemia. A tristeza, sempre inconstante, tentava ganhar forças nos braços da saudade. Parecia o fim. O desprezo teria razão... no coração das pessoas realmente ele era o sentimento mais poderoso. Mais mortal. Mais maligno.
Em meio a repentina glória ao desprezo, eis que entra na sala uma jovem de cabelos cumpridos. Nem alta, nem baixa. Nem gorda, nem magra. Nem branca, nem negra. De olhos e cabelos verdes.
- Como sempre, atrasada. - disse o desprezo. E completou: - tenho boas notícias. Eu sou o sentimento que predomina nos corações dos humanos. Sou o mais terrível. O mais maligno. O mais mortal. O mais temido. Ninguém conseguiu provar o contrário. Ficou bem claro aqui.
- Eu reconheço sua enorme força. Você é como um relâmpago. É um clarão forte de energia acumulada que se propaga pelos ares e depois some, impunemente. Você corta os corações das pessoas e não se importa com isso. Você destrói a bondade das pessoas. Você abre margens para a intolerância. Você finge adormecer... mas ao agir é como uma faísca em um mar incandescente. E quando menos as pessoas percebem há o seu tremor, há o trovão, a voz da sua ira. Mas saiba, desprezo, a mim você não assusta. Há movimento lá fora. Por mais que você convença as pessoas do contrário, eu sempre estarei com elas. Sabe porque? Porque mesmo que você mate todos os sentimentos desta sala a mim você não vai conseguir matar. Eu tenho inúmeros nomes... mas sou um único sentimento. Para quem acredita em mim você não vale nada. Tenho pena de ti e daqueles que lhe mantém vivo no coração. Mas saiba que para todos, até mesmo para aqueles que sofrem com sua estadia, ao pronunciar um único nome você já era. Tenho nome de fé. De compaixão. De misericórdia. Tenho nome de esperança.
Sem ter forças, o desprezo viu o seu fim diante da imensidão do verde da esperança. Derrotado se ausentou da sala.
- E vocês – completou a esperança aos demais sentimentos – cuidado com os poderes que vocês possuem. Não há sentimento bom. Não há sentimento mal. Não tentem ser uns melhores que outros. Vocês existem por se complementarem. Usem os poderes de vocês na dose certa e viverão em harmonia. Mas saibam que se algo der errado, será meu nome que irão chamar. E aquele que me chamar e acreditar em mim esterei pronta para acabar com qualquer um de vocês. - e ainda completou:
- E você, amor... a quem chamam de duradouro. Não há problema de ser indecifrável. Mas seja verdadeiro. Na minha ausência você será o síndico da casa. Será o síndico nos corações das pessoas.
- Desafio qualquer um aqui dentro sobre qual sentimento é o mais predominante entre os humanos. O mais forte. O mais resistente e o mais maligno. - disse. Curiosos, os demais sentimentos procuraram saber do motivo do desafio. O desprezo prontamente respondeu:
- Não acredito que alguém aqui consiga ser mais forte e mais duradouro que eu. Eu sobreponho todo e qualquer tipo de sentimento aqui dentro. - completou o desprezo. Alguns dos sentimentos ficaram alvoroçados, outros preferiram não se meter, mas logo o amor tomou a palavra.
- Eu sou duradouro. Eu sou imortal. Sobrevivo até mesmo depois da morte. - disse.
- Eu não acredito em você. Você tem várias caras. Não tem definição. Não dorme, não come, não anda. Uns dizem seu nome em vão. São falsos com você mesmo. Te confundem com paixão, com avareza, com ciúmes. Pois você não tem forma. Na luta dos sentimentos é o primeiro a morrer. Você, no coração das pessoas, é o mais fraco. O mais ilusório. Você é utópico. Você, amor, é inexistente. - devolveu o desprezo. Diante destas palavras o amor caiu em prantos... e foi afogar as lágrimas ao lado do seu melhor amigo, o ódio.
- Alguém mais? - perguntou o desprezo.
- O que mais faz estrago entre as pessoas sou eu. Sou benevolente as vezes, mas com certeza sou o sentimento mais temido de todos. - disse a solidão.
- Vejo que você não haje sozinha. Para que você existe deve existir a arrogância. As pessoas que são arrogantes encontram você. É através da arrogância que você existe. Todos ficam esperando por um pouco de atenção, mas não prestam sequer a vontade de trocar valores entre elas. Na verdade, solidão, para que você exista deve haver inúmeros sentimentos ruins como você. Desde a arrogância, o orgulho, o preconceito... inúmeros sentimentos te alimentam... e você não é nada sem eles. Sem eles você não existe. - disse o desprezo. A solidão ficou paralisada. Imóvel. Ninguém foi ajuda-la. Sozinha ela cai no chão em estado de choque.
- Vejo que ninguém é páreo à minha existência. - debochou o desprezo.
- Eu trago o que todos buscam. Os humanos me querem. Eu sou o motor da vida deles. É em mim que depositam todas as suas apostas. Sou o norte. Sou o que chamam de felicidade. - disse a felicidade. O desprezo riu compulsivamente. Debochadamente. Desconcertadamente.
- Você!? Não me faça rir. Para aqueles que te procuram, procuram porque são egoístas. As pessoas estão fechadas em seu mundinho particular, em seu pequeno espaço de terra e dizem que isso é a felicidade. Você morre na primeira turbulência que uma pessoa passa. Em questões de segundo eu posso levar a pessoa do céu ao inferno. Você é frágil. É quase inalcançável. E, quando alcança, a sua existência é tênue. Diga-me, se todos estão à sua procura, porquê você insiste em se esconder? Outra coisa, porque você só bate à porta das pessoas erradas? - perguntou o desprezo.De tanto pensar numa resposta, a felicidade cansou-se e sentou-se.
- Você é muito cheio de si, desprezo. Eu não acredito em seu desafio. Sou ou pior dos sentimentos. Eu domino todos os corações humanos. Sou o mais temido. Eu sim sou o motor deste mundo. As pessoas trabalham, comem, se divertem, se relacionam por temerem a mim. Eu trago inúmeras aflições aos corações das pessoas e com isso eu controlo o mundo. Controlo a medicina. A estética. O dinheiro. O progresso. - disse o medo.
- Não é o mais forte. As pessoas temem mais a mim. Para quem tem desprezo pelas coisas não faz jus ao medo. - simples assim disse o desprezo. O medo sem reação tentou se esconder de temor.
- Vejo que não há sentimento à minha altura. Quando há meu sentimento no coração das pessoas ele é predominante. Em quem despreza e principalmente em quem é desprezado.
Os sentimentos ficaram quietos, aterrorizados. Os bons sentimentos tentavam se unir no canto da sala, mas a impaciência não deixava que estes se organizassem. A vergonha quis se defender mas, como sempre, não teve a ajuda da sua amiga coragem. A dor, incapaz, só gemia. A tristeza, sempre inconstante, tentava ganhar forças nos braços da saudade. Parecia o fim. O desprezo teria razão... no coração das pessoas realmente ele era o sentimento mais poderoso. Mais mortal. Mais maligno.
Em meio a repentina glória ao desprezo, eis que entra na sala uma jovem de cabelos cumpridos. Nem alta, nem baixa. Nem gorda, nem magra. Nem branca, nem negra. De olhos e cabelos verdes.
- Como sempre, atrasada. - disse o desprezo. E completou: - tenho boas notícias. Eu sou o sentimento que predomina nos corações dos humanos. Sou o mais terrível. O mais maligno. O mais mortal. O mais temido. Ninguém conseguiu provar o contrário. Ficou bem claro aqui.
- Eu reconheço sua enorme força. Você é como um relâmpago. É um clarão forte de energia acumulada que se propaga pelos ares e depois some, impunemente. Você corta os corações das pessoas e não se importa com isso. Você destrói a bondade das pessoas. Você abre margens para a intolerância. Você finge adormecer... mas ao agir é como uma faísca em um mar incandescente. E quando menos as pessoas percebem há o seu tremor, há o trovão, a voz da sua ira. Mas saiba, desprezo, a mim você não assusta. Há movimento lá fora. Por mais que você convença as pessoas do contrário, eu sempre estarei com elas. Sabe porque? Porque mesmo que você mate todos os sentimentos desta sala a mim você não vai conseguir matar. Eu tenho inúmeros nomes... mas sou um único sentimento. Para quem acredita em mim você não vale nada. Tenho pena de ti e daqueles que lhe mantém vivo no coração. Mas saiba que para todos, até mesmo para aqueles que sofrem com sua estadia, ao pronunciar um único nome você já era. Tenho nome de fé. De compaixão. De misericórdia. Tenho nome de esperança.
Sem ter forças, o desprezo viu o seu fim diante da imensidão do verde da esperança. Derrotado se ausentou da sala.
- E vocês – completou a esperança aos demais sentimentos – cuidado com os poderes que vocês possuem. Não há sentimento bom. Não há sentimento mal. Não tentem ser uns melhores que outros. Vocês existem por se complementarem. Usem os poderes de vocês na dose certa e viverão em harmonia. Mas saibam que se algo der errado, será meu nome que irão chamar. E aquele que me chamar e acreditar em mim esterei pronta para acabar com qualquer um de vocês. - e ainda completou:
- E você, amor... a quem chamam de duradouro. Não há problema de ser indecifrável. Mas seja verdadeiro. Na minha ausência você será o síndico da casa. Será o síndico nos corações das pessoas.
Assinar:
Postagens (Atom)