Ao lapidar um diamante, o ourives (ou lapidador) retira as imperfeições da pedra até dar a forma desejada. Essas preciosas imperfeições fazem parte do diamante e são simplesmente jogadas fora ou armazenadas para futuro uso nos brilhos em tecidos.
Não sei se as pessoas se questionam quanto a isso, ainda mais num início de ano, em que tentamos (não) fazer (melhor) o que (não) fizemos no ano anterior.
Devemos ser um diamante bruto e manter conosco nossas preciosas imperfeições? Ou devemos ser um diamante lapidado, quanto mais lisa nossa face mais iremos refletir a luz e quanto mais faces tivermos mais brilho teremos?
Quem não tem faces? Quem não deseja brilhar e refletir a luz em cores diferentes? Qual a diferença entre um diamante bruto e um diamante lapidado dentro de uma caixa preta?
2010 começa com novas e velhas questões. Algumas respostas são tão óbvias. Outras não foram feitas para eu responder.
12.1.10
30.12.09
Top 5 2009
Seria muita prepotência minha fazer um Top 10 2009 num ano que escrevi em apenas 6 de 12 meses. Mas como eu não me contenho, talvez por eu ser meio prepotente, fiz ao menos um Top 5 dos textos que não são os melhores, mas refletem bem o ano pra mim.
Na ordem decrescente de preferência.
#5 No mais perfeito sonho
Sonhei e postei. Eu poderia descrever detalhes e fazer você sentir as gotas de água em na pele, mas o sentido do tato ainda não é um recurso dos computadores.
#4 Meios
O gosto amargo da indiferença nos faz levantar questões de todo tipo. Indiferença? Porque a balança não decide.
#3 Apenas... satisfação
Já reparou que sentir o cheiro de alguém que você não vê a muito tempo causa as mais fortes reações que você possa imaginar? Seria este o pior dos prazeres? 15 minutos bastam? Ou podemos substituir pelo cheiro da chuva?
#2 Além dos 5 sentidos...
Pensamos as vezes que estamos agindo de forma altruísta quando ajudamos alguém. Mas não. Nem sempre, ou, quase nunca. Gostamos de ouvir elogios. Gostamos sim de ser notados.
#1 As cores mudam
Ao menos uma vez por ano eu consigo sair um pouco de si e expressar em um único post tudo aquilo que me causa uma confusão de sentimentos... só consegui enxergar isso com o tempo.
Na ordem decrescente de preferência.
#5 No mais perfeito sonho
Sonhei e postei. Eu poderia descrever detalhes e fazer você sentir as gotas de água em na pele, mas o sentido do tato ainda não é um recurso dos computadores.
#4 Meios
O gosto amargo da indiferença nos faz levantar questões de todo tipo. Indiferença? Porque a balança não decide.
#3 Apenas... satisfação
Já reparou que sentir o cheiro de alguém que você não vê a muito tempo causa as mais fortes reações que você possa imaginar? Seria este o pior dos prazeres? 15 minutos bastam? Ou podemos substituir pelo cheiro da chuva?
#2 Além dos 5 sentidos...
Pensamos as vezes que estamos agindo de forma altruísta quando ajudamos alguém. Mas não. Nem sempre, ou, quase nunca. Gostamos de ouvir elogios. Gostamos sim de ser notados.
#1 As cores mudam
Ao menos uma vez por ano eu consigo sair um pouco de si e expressar em um único post tudo aquilo que me causa uma confusão de sentimentos... só consegui enxergar isso com o tempo.
26.12.09
Apenas... satisfação
Ser consumido. É como ser uma droga.
O desejo por mais uma dose, mais um fumo, mais uma seringa, mais uma carreira de pó.
A sensação de bem estar... passageiro
O êxtase dos 15 segundos
À depressão dos 15 dias
Quem nunca foi criança?
Quem nunca correu pela chuva sem medo de resfriar-se?
Os maiores prazeres vem em doses menores, mas constantes
Os melhores prazeres são os que vem sem medo
Veja uma criança...
Sai na chuva sem se preocupar ter seus 15 minutos de fama.
O desejo por mais uma dose, mais um fumo, mais uma seringa, mais uma carreira de pó.
A sensação de bem estar... passageiro
O êxtase dos 15 segundos
À depressão dos 15 dias
Quem nunca foi criança?
Quem nunca correu pela chuva sem medo de resfriar-se?
Os maiores prazeres vem em doses menores, mas constantes
Os melhores prazeres são os que vem sem medo
Veja uma criança...
Sai na chuva sem se preocupar ter seus 15 minutos de fama.
24.12.09
Além dos 5 sentidos...
A quem dedicamos nossos prazeres alheios? Ou melhor, a quem responsabilizamos?
O jogador de futebol sente prazer ao fazer gol por alegrar seus companheiros e ver a torcida inflamada comemorando.
O professor sente prazer em dar aulas ou por sentir-se o senhor do conhecimento ou por ensinar os alunos.
O aluno sente prazer ao tirar nota boa por poder exibir a sociedade que é capaz de aprender.
O médico voluntário sente prazer em sua profissão por ver seus pacientes curados.
A mulher que se embeleza sente prazer por saber que está bonita entre as demais pessoas.
O prazer alheio é o inverso dos prazeres proporcionados pelos cinco sentidos. A pessoa se sente bem em ser importante, em ser ouvida, em ser útil, em ser notada, em demonstrar que é capaz. Mas para isso ela precisa de uma platéia, de testemunhas, de uma pessoa a quem ela possa dizer "de nada".
O jogador de futebol sente prazer ao fazer gol por alegrar seus companheiros e ver a torcida inflamada comemorando.
O professor sente prazer em dar aulas ou por sentir-se o senhor do conhecimento ou por ensinar os alunos.
O aluno sente prazer ao tirar nota boa por poder exibir a sociedade que é capaz de aprender.
O médico voluntário sente prazer em sua profissão por ver seus pacientes curados.
A mulher que se embeleza sente prazer por saber que está bonita entre as demais pessoas.
O prazer alheio é o inverso dos prazeres proporcionados pelos cinco sentidos. A pessoa se sente bem em ser importante, em ser ouvida, em ser útil, em ser notada, em demonstrar que é capaz. Mas para isso ela precisa de uma platéia, de testemunhas, de uma pessoa a quem ela possa dizer "de nada".
15.12.09
8.12.09
... eu sempre acreditei.
É como se a luz não iluminasse mais
Como se a todo momento houvesse o por do sol, sem sol
É como aprender com o melhor professor
E esquecer com os erros dos outros
Não quero mais isso pra mim
Não quero ter essa sensação de impotência
Ou essa ostentação do fracasso
Não quero mais estar preso nessa garagem vazia
Enquanto há luz lá fora
E enquanto há vida em meu espaço
Eu não errei
Eu não pertenci
Eu não perdi
Eu não sonhei...
Como se a todo momento houvesse o por do sol, sem sol
É como aprender com o melhor professor
E esquecer com os erros dos outros
Não quero mais isso pra mim
Não quero ter essa sensação de impotência
Ou essa ostentação do fracasso
Não quero mais estar preso nessa garagem vazia
Enquanto há luz lá fora
E enquanto há vida em meu espaço
Eu não errei
Eu não pertenci
Eu não perdi
Eu não sonhei...
9.11.09
Meios
Escrevo sempre em meu blog quando há um surto de imensa alegria ou tristeza. Como de praxe, eu demoro muito pra perceber as coisas. E demorei longos seis meses pra perceber que quando estou vivendo na mediocridade escrevo absolutamente nada.
Por que não escrever na mediocridade?
Por que não escrever quando a maré nem está baixa e nem está alta?
Por que não dizer aquilo que não penso ainda?
Por que não entender o que nem é tão complicado assim e nem é tão fácil assim?
Por que não assumir de vez que viver nos extremos me trás mais ou menos satisfação em escrever?
Por que não perceber que por mais que eu tente assumir a minha mediocridade eu saio perdendo nos detalhes?
Por que não assumir logo o cinza?
Por que não cochichar enquanto o outro grita?
Por que não ficar olhando pro teto em pé no meio da sala?
Por que não começar o livro do meio?
Por que não terminar o começo de uma história no meio?
Por que não dividir 80 por 8?
E por que... não?
Por que não escrever na mediocridade?
Por que não escrever quando a maré nem está baixa e nem está alta?
Por que não dizer aquilo que não penso ainda?
Por que não entender o que nem é tão complicado assim e nem é tão fácil assim?
Por que não assumir de vez que viver nos extremos me trás mais ou menos satisfação em escrever?
Por que não perceber que por mais que eu tente assumir a minha mediocridade eu saio perdendo nos detalhes?
Por que não assumir logo o cinza?
Por que não cochichar enquanto o outro grita?
Por que não ficar olhando pro teto em pé no meio da sala?
Por que não começar o livro do meio?
Por que não terminar o começo de uma história no meio?
Por que não dividir 80 por 8?
E por que... não?
13.8.09
25.5.09
As cores mudam
Quando pequeno gostava da cor do céu, agora gosto da cor do vinho.
Quando jovem defendia a cor da coragem, agora temo pela cor do medo.
Quando estudante lutava pela cor azul, agora luto pela cor da conta bancária.
Quando solteiro vivia a cor da noite, agora curto a cor do pecado.
Quando viajava sentia a cor do vento, agora percebo a cor do tempo.
Quando músico ouvia a cor de la, agora dissono a cor de si.
Quando velho admirava a cor do mar, agora não há cor a lembrar.
Quando jovem defendia a cor da coragem, agora temo pela cor do medo.
Quando estudante lutava pela cor azul, agora luto pela cor da conta bancária.
Quando solteiro vivia a cor da noite, agora curto a cor do pecado.
Quando viajava sentia a cor do vento, agora percebo a cor do tempo.
Quando músico ouvia a cor de la, agora dissono a cor de si.
Quando velho admirava a cor do mar, agora não há cor a lembrar.
19.5.09
Impar... Par impar... Par impar...
Deparei-me já a bastante tempo com uma situação nada típica do comportamento humano: momentos pares. As vezes vivemos essas fases porque não consideramos ser o momento para refletir um pouco sobre como não agir em situações distintas em que nunca tomamos as mesmas decisões... geralmente certas.
É o momento par. Um momento que iguala, que casa, que não sobra algo pra ser discutido, que não nos fazem pensar em como usar a pior peça nesse quebra-cabeças, peças grandes e diferentes, mas todas são exatamente diferentes das outras. Então paramos, respiramos e ficamos com o que não falta na mão, observando o pior, ou pior, o encaixe errado da peça que não falta. Já acertamos tantas vezes... porque entender melhor a imagem desse jogo de tabuleiro ao invés de desistir na 'tentativa e erro'?
Esse é o pior momento. Olhamos pra o que não temos nas mãos e comparamos com as situações não vividas anteriormente. Deixamos as coisas fluírem artificialmente por si só. Quase nunca devemos ter o direito de ficarmos loucos atrás de perguntas, indiferença ou razões. Deixe que fujam de nós e com o tempo teremos a absoluta incerteza do que não queremos. Independente se não vai formar um par ou não a decisão será a pior. Soltaremos aquela nova expressão de que fizemos o pior com um amargo "ahhh tahhhh... agora confundiiiuuu!".
É o momento par. Um momento que iguala, que casa, que não sobra algo pra ser discutido, que não nos fazem pensar em como usar a pior peça nesse quebra-cabeças, peças grandes e diferentes, mas todas são exatamente diferentes das outras. Então paramos, respiramos e ficamos com o que não falta na mão, observando o pior, ou pior, o encaixe errado da peça que não falta. Já acertamos tantas vezes... porque entender melhor a imagem desse jogo de tabuleiro ao invés de desistir na 'tentativa e erro'?
Esse é o pior momento. Olhamos pra o que não temos nas mãos e comparamos com as situações não vividas anteriormente. Deixamos as coisas fluírem artificialmente por si só. Quase nunca devemos ter o direito de ficarmos loucos atrás de perguntas, indiferença ou razões. Deixe que fujam de nós e com o tempo teremos a absoluta incerteza do que não queremos. Independente se não vai formar um par ou não a decisão será a pior. Soltaremos aquela nova expressão de que fizemos o pior com um amargo "ahhh tahhhh... agora confundiiiuuu!".
Assinar:
Postagens (Atom)