9.6.08

3 eixos

Antiquado. Olho para este blog e penso logo nessa palavra. Mas, me orgulho disto.

Conservador. Também é outra palavra que me vem à mente ao passar os olhos nestas duas colunas que constroem a Insaminus.

Mudança. Primeira linha de raciocínio lógico que faz mais sentido diante das outras.

Ferramenta. As mais básicas... mãos.

No momento certo. Com as peças certas. E na direção certa.

24.5.08

Cego

Havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia:

"Por favor, ajude-me, sou cego"

Um publicitário, parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz e o giz e escreveu outro anúncio e foi embora.

Mais tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego. Agora, o seu boné estava cheio de moedas. O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, querendo saber o que havia escrito ali.

O publicitário disse:

- Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras"

Sorriu e continuou seu caminho. O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:

"Hoje é Primavera em Paris e eu não posso vê-la"



(texto de autoria desconhecida)

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Se alguém souber o nome do autor, favor escreva-me.

15.5.08

A pessoa que faz a diferença

O tempo passa e vejo a vida mostrar as diferentes faces de uma mesma mandala.

Ser diferente é ser notado, não tem jeito! É fugir do senso comum, da "normalidade" de vida. É não aceitar tudo que essa bola de neve chamada SISTEMA tem a nos oferecer. É saber filtrar aquilo que mais nos interessa e criar de forma artesanal os objetos que suprem nossos anseios.

O problema de ser diferente não é o fato de saber que os outros acham ou deixam de achar. O que falam ou deixam de falar. Se somos ou não o centro das atenções. Até porque aquele que canaliza a procura da felicidade através da aprovação da opinião das pessoas está fadado ao fracasso em viver na eterna frustração de nunca se auto-realizar.

O problema de ser diferente - talvez melhor dizendo - o triste de ser diferente é ter que aprender a conviver com a solidão. Não poder trocar experiência, não ter alguém pra conversar. É olhar para o lado e saber que há duas situações. A primeira é ser obrigado a vestir o uniforme do "senso comum" para obter um mínimo de sociabilidade no ambiente em que vive. A segunda é saber que há sim pessoas que se aproximam, mas com intenções não verdadeiras. Aproximam por algum interesse oculto, e não por querer compartilhar os mesmos valores que o 'diferenciado' possui. Afinal, o 'diferenciado' sempre possui algo a oferecer, há um mistério que desperta curiosidade nas pessoas, ou as vezes suas faculdades racionais são menosprezadas, ou seja, aparenta ser presa fácil para aproveitadores... só aparenta.

Esse texto pode até ser uma caricatura das coisas. É como uma pintura impressionista. Dou destaque aos detalhes. Lógico que as coisas não são exatamente assim, mas penso que esta é a ilustração mais próxima da (in)diferença que há entre o mundo exterior (sistema) e o mundo interior (valores pessoais).

13.5.08

Trouble

Trouble, oh Trouble, set me free!
I have seen your face
And it's too much, too much for me.
Trouble, oh Trouble, can't you see?
You've eaten my heart away
And there's nothing much left of me.

Trouble, por Cat Stevens

16.4.08



Não há explicação!
Não há razão, sentido, nexo e muito menos discernimento nos atos!
Os holofotes estão apontados para aquela janela com um buraco na grade!
Um verdadeiro seriado policial com capítulos mal explicados exibidos durante toda a programação normal.

Não há normalidade!
Há o mal!
Até quando? Dominante... que vence no final?

14.4.08

Hardcore

Ao ligar o botão a música é tocada em tons menores. A melodia é doce e bonita. O som é inconfundível e muito fácil memorizar. Mesmo quando surgem os primeiros acordes dissonantes, fugindo um pouco do campo harmônico, ainda assim há leveza e pureza nas oscilantes ondas de longa perduração.

Um ritmo mais acelerado é imposto pela inquieta bateria, até então ociosa e ansiosa por querer se juntar aos demais instrumentos. O Som dos diferente tons unidos com repiques de contra-tempo acrescentam um ingrediente rodeado de mistério ao som exalado pelo conjunto.

Mas há as notas graves. O grave entra em contraste com a percussão perdendo o tom, ritmo e compasso. Simplesmente pelo grave. Pela desconcentração do conjunto.

O grave. O suficiente para a bateria iniciar seu número particular de hardcore. Enquanto a flauta cria sua sessão de nostalgia glissando notas remotas. O piano, quieto, se contorcendo por não haver quem afinasse suas cordas. A harpa harpeja, e festeja, por poder finalmente harpejar. Cada violino e cada violoncelo numa nota só, mas cada qual com seu timbre. E já que ninguém deu corda ao violão, este por sua vez, lança-se contra a parede só pra exibir seu som. Os metais, irritantes, chocam-se entre si, pois unidos conseguem fazer bastante barulho.

Tudo isso pelo grave. A verdade das notas. O eco exibicionista que não se dilui no tempo nem no espaço. O instrumento que aprender a toca-la primeiro levará aos demais instrumentos a buscar sua própria melodia. Sem muita harmonia, é verdade... mas com um belo show de exibicionismo gratuito.

31.3.08

Longo e tenebroso verão

O verão já passou e com ele suas atribulações. Não me dou bem com essa estação. Mas geralmente é no verão que as transformações ocorrem e nem sempre pra melhor.

Como no ano passado, vivi sucessivas coincidências que põem à prova toda conspiração que o universo exerce sobre nossas cabeças. Já não mais me surpreendo quando vejo os signos e significados serem desmistificados pela nossa própria incoerência. Em outras palavras, é sempre no verão que muito das coisas que acredito e defendo até a alma revelam-se mais falsas do que uma nota de quinze reais.

Então, porque se despedir do verão?
Bom, a mudança nem sempre é para melhor. Há decepções e até certo desinteresse meu quando descubro a não verdade por trás das coisas. Há também um desânimo por perceber que tudo aquilo que eu acreditava e defendia não era exatamente o que eu imaginava. E há preguiça por minha parte em tentar novamente entender o significado das coisas.

Então...
Então o que sai de bom disso tudo é que tenho criado um mecanismo de defesa quando gritam aos meus ouvidos tentando me convencer de mais uma falsa verdade. A cautela tem me acompanhado, comportando-se como uma muleta que mantém de pé minha própria tolerância às opiniões alheias. Pelo menos agora eu tento ouvir mais e falar menos. Há muito verão para poucas andorinhas.

27.1.08

Sinais

Funciona quando quer. Estou um pouco distante da net porque meu velhaco computador não está funcionando direito. Dependendo do mapa astral o PC dá sinal de vida ou de morte.

Nessa hora é inevitável fazer mais uma analogia curiosa. A mente humana, pelo menos por enquanto, não possui poder em prever o futuro. Então passamos a ter uma idéia de como as coisas estão indo interpretando os sinais ao nosso redor. Coisas boas e coisas ruins nos aguardam à frente. As vezes está bem claro aquilo que nos espera, outras vezes não. E é aí onde podemos cometer os mais diversos erros de nossas vidas.

Desde o acordar pela manhã ao adormecer pela noite somos bombardeados por esses sinais. E quando não interpretamos bem, tomamos escolhas equivocadas, o que só faz piorar as coisas. Uma palavra mal interpretada, um som diferente, uma imagem embaçada, um olhar diferente, um silêncio, um sorriso amarelo e muito mais são os canais que levam os diversos sinais às nossas mentes formando as ‘mensagens externas’.

Acredito que para a maioria das pessoas, o que eu disse até aqui não é novidade nenhuma. Mas, talvez, a novidade se encontra quando afirmo que ‘sinais ao nosso redor’ não necessariamente são percepções vindo de terceiros, vindo de outras pessoas, vindo do ambiente que você pertence. Esses sinais são subjetivos à sua mente. À sua própria interpretação de suas próprias ações. O que adianta perceber o ideal a ser feito se na verdade sentimos que não é o correto a ser feito? Esse questionamento vindo da alma é o mais importante e o mais poderoso sinal que a pessoa possui.

É como meu velho PC. Dá sinal de que está prestes à pifar de vez. Penso em doá-lo e comprar um novo... que na verdade apenas poderia resolver o problema trocando uma peça.

23.1.08

Não deixe pra daqui a pouco o que você pode fazer agora mesmo.

9.1.08

De si para si só

Demorei um pouco pra iniciar as postagem de dois mil e oito. Talvez porque eu tenha parado um pouco pra descansar mentalmente. Tirei uma semana pra ficar no puro ócio. Mas ontem e hoje resolvi ler alguns blogs, contos e alguns textos antigos meus.

Lendo os blogs, reparei o quanto os diversos escritores são receptivos, objetivos, viajantes e sinceros. Textos pequenos, outros enormes, sempre com um tom informativo e aberto a questionamentos. Foi aí que parei pra pensar um pouco sobre meu blog. E reparei que muitas das minhas postagem possuem um tom mais severo, intimista, fechado e irônico as vezes. E pela primeira vez fiz o papel de leitor da Insaminus.

Dentre tantos textos, contos, poesias me senti agredido, mas de uma forma diferente. Pois notei que das coisas que eu digo aqui, a maioria das "acusações nas entrelinhas", mensagens, conselhos e recados é direcionada para... eu. Constantemente entro em conflito comigo mesmo, lidando com minhas inúmeras hipocrisias, incompreensão, intolerância e até um certo tipo de ignorância por não ouvir (ou ler) melhor o que os outros tem a dizer.

Acho que a Insaminus é isso. O curioso comportamento humano que espelha em mim, pode se refletir em muitas outras almas angustiadas. Sinta-se em casa. Eu já estendi a rede.