22.4.07

Nas Nuvens


Raro isso acontecer, e quando acontece a gente tem que prestigiar. Dia perfeito. Não muito quente, vento fresco do mar, muita gente e adrenalina no ar. Vai deixar saudade a competição Red Bull Air Race, evento realmente de 1º mundo.

Muito legal a idéia de corrida aérea passando pelos cones e obstáculos. Num cenário estrategicamente bem escolhido, na enseada de Botafogo, em frente ao Pão de Açúcar.

Impressionante ver pilotos veteranos da aviação voando, disputando e comemorando como se fossem crianças. O dia foi perfeito. Revi velhos amigos, um outro grande amigo e curti o evento em agradável companhia.

Já a corrida, bom... eu estava torcendo p’ro simpaticíssimo bigodudo Peter Besenyei (Hungria), vencedor da primeira etapa realizada nos Emirados Árabes. E percebi que o pessoal também estava torcendo por ele. Mas infelizmente ele foi eliminado ainda nas quartas de final, tirando um "ahhhh" de geral que estava assistindo. Mas gostei da vitória do britânico Paul Bonhomme.

Foi tudo muito organizado. A praia estava lotada, com vários telões mostrando detalhes das manobras dos aviões e até mesmo da cabine exibindo as engraçadas expressões dos pilotos quando faziam 'loopings' no ar. Não houve violência. Tinham poucos ambulantes, o que fez a gente morrer de cede na praia... =)

Fator negativo foi o trânsito. Realmente o Rio não possui infra-estrutura para eventos como esse quando o assunto é transporte. Nem quero imaginar como vai ser o Pan-Americano com diversas competições na cidade inteira.

Mas não quero me prender ao que não dá certo. Fico contente de saber que eventos como esse são realizados em nossas terras tupiniquins. E que fique de exemplo, tanto a organização quanto ao fator 'Wow'. E um recado: não só de carnaval e futebol vive o carioca... um milhão de pessoas no Air Race é a prova disso.

17.4.07

Questionamento

Passo os dias tentando entender alguns conceitos e preconceitos. E por mais que obtenho informações de diferentes pontos de vista, não consigo entender essa lacuna nos corações das pessoas. O que procuramos?

Onde estávamos com a cabeça ao fazer a história pura e cruel como ela é? Porque guardamos as dores, os sofrimentos, as mortes e as promessas de vingança?

Somos guiados por algum ser? Porque temos que duvidar da religião? Seria ela a raiz de todos os males? Ou seria os males as únicas cinzas que nos restarão?

A maldade é da natureza humana? Ou a sociedade que nos corrompe? Ou ambos, lembrando que a sociedade é criação do próprio homem.

Porque tenho a sensação que os sentimentos são reflexos sobrenaturais? Seria a coragem o ato de vencer o medo? O amor um sentimento utópico? A fé e a esperança seriam apenas bengalas conceituais para os preguiçosos?

Porque nos julgamos a raça dominante por apenas termos a noção de tempo e espaço? E por saber que vamos morrer? O que esperamos? E que angustia é essa por não ter o gostinho de saber como é do outro lado?

Se a natureza é a estrutura da perfeita ordem, porque o universo caminha p’ra entropia? Porque tende ao infinito? O que isso significa? Porque somos curiosos? Porque queremos saber de tudo? Porque as pessoas tem mania de questionar tanto?

13.4.07

Agora é assim: PÁ PUM

Diz a lenda...

"Um especialista foi chamado para solucionar um problema com computador de grande porte e altamente complexo... um computador que vale 12 milhões de dólares. Sentado em frente ao monitor, pressionou algumas teclas, balançou a cabeça, murmurou algo para si mesmo e desligou o computador. Tirou uma chave de fenda de seu bolso e deu volta e meia em um minúsculo parafuso.

Então ligou o computador e verificou que tudo estava funcionando perfeitamente.

O presidente da empresa se mostrou surpreendido e ofereceu pagar a conta no mesmo instante.

- Quanto lhe devo? - perguntou.
- São mil dólares, por favor.
- Mil dólares? Mil dólares por alguns minutos de trabalho? Mil dólares por apertar um parafuso? Eu sei que meu computador vale 12 Milhões de dólares, mas mil dólares é um valor absurdo! Pagarei somente se recebo uma nota fiscal com todos os detalhes que justifique tal valor.

O especialista balançou a cabeça e saiu. Na manhã seguinte, o presidente recebeu a nota fiscal, leu com cuidado, balançou a cabeça, e saiu para pagá-la, no mesmo instante, sem reclamar.

A nota fiscal dizia:

Serviços prestados: Apertar um parafuso..................... 1 dólar
Saber qual parafuso apertar....... 999 dólares.

Dizem que não se cobra pelo que se faz, mas pelo que se sabe!"

5.4.07

"Tá... mas isso, deixa pra lá"

Uma manhã
Um despertar
Um sorriso
Um atraso
Um partir
Uma praça
Um olhar
Um encanto
Um caminhar
Um retorno
Um lugar
Uma vista
Uma mesa
Uma folha
Um desenho
Uma mensagem
Uma ternura
Um filme
Um desejo
Uma espera
Um outro retorno
Um caminhar
Um portão
Um silêncio
Uma promessa
Uma cobrança
Um sorriso
Um silêncio
Um beijo
Um tremor
Um carinho
Uma despedida
Um caminhar
Um grito feliz
Um sonho
Uma lembrança
E uma realidade.

2.4.07

Nomes

- Sabe quando às vezes você olha pro lado e percebe que ninguém está te olhando?
- Isso se chama solidão.

- E quando a gente treme ao ver um rosto conhecido?
- Isso se chama trauma.

- Mas nem sempre a gente procura. Parece que nos persegue.
- Isso se chama neurose.

- E nas noites frias, acordamos gritando um nome.
- Isso se chama passado.

- Que muitas das vezes prende a respiração e tira a lucidez.
- Isso se chama compulsão.

- Que dói aqui ó... bem aqui...
- Isso se chama saudade.

- A autodestruição pode ser uma boa saída...
- Isso se chama loucura!

- Contrapondo com o aprendizado de vida.
- Isso se chama sensatez.

- E este mundo?
- Isso se chama presente.

- E há um desejo insano... de vencer isso tudo.
- Isso se chama sede.

- Mas penso em fazer as malas, ir pra bem longe, fugir e não aparecer mais.
- Isso se chama medo.

- Queria ter alguém... aqui... ao lado...
- Isso se chama carência.

- Não! Me perco num olhar... não sei de onde vem... mesmo que distante.
- Isso se chama futuro.

- ...
- ...

- Como te chamas?
- Consciência.

28.3.07

Neoconn Force

É uma família. E num dia de turbulência por dentro e muita tempestade por fora, eis que abro a porta para adentrar num mundo totalmente novo e desconhecido. Instruções, conhecimento, treino, trabalho e recompensas. Lógico que haviam regras, algumas delas complexas, outras básicas como:

- Você pode usar a Internet para fazer seus trabalhos, entrar no seu e-mail, fazer alguma pesquisa. Proibido entrar em sites impróprios. Não pode ficar em salas de bate-papo e nem usar o MSN.

Mas a adaptação foi rápida. Aos pequenos moldes fomos aperfeiçoando a estrutura da convivência. E com descrições precisas para entender alguns conceitos:

- Tá tudo na minha cabeça. Primeiro a gente processa toda a informação... que... que gera um resultado... da informação que processamos... que por trás disso volta pra ser processado de novo.. e... enfim... o Base tem vida própria.

Conhecimento e aprendizado veio com muita dedicação, pesquisa e esforço pessoal. As ferramentas da busca de informação geralmente eram satisfatória, mas não resistimos em reverenciar a sabedoria humana obtendo respostas precisas para dissolver nossas dúvidas:

- Cara... abstrai... funciona!

Logicamente nem todas as soluções eram oriundas de manuais ou de experiência humana. Muitas das vezes do oportunismo aleatório do ‘toma-lá-dá-cá’:

- Travou meu Eclipse!
- Travou eh? Aperta aí agora o seu "CTRL SHIFT M P P 3 5".

E nos preocupamos com os assuntos do dia-a-dia, não nos isolamos num mundo fechado. Estamos sempre dispostos para discutir e dialogar diferentes assuntos, mesmo quando as vezes havia falha de comunicação:

- Eu sei, eu sei! Não funciona porque não estão mais os mesmos arquivos. Alguém matou o bin.
- O Laden!?

E geralmente as tomadas de decisões nos confortavam na total amplitude de informação precisa, sólida e... excêntrica.

- E aí? Quando começa o treinamento?
- Cara... a questão não é essa... é complexo... mas faz todo o sentido se estiver no contexto... entende?

Enfim... a força que se criou vem de nossa própria essência.

Para todos aqueles que fizeram, que fazem e que farão parte dessa família!

26.3.07

Happy Birthday...
Be Happy...

=)

25.3.07

Dissonância #1 Valor do Ingresso

Um evento. Um cantor. Uma música. E um dos melhores artistas musicais esteve a bem "poucos quilômetros" de onde me resido e não pude vê-lo por existir uma barreira enorme chamada ganância.

Roger Waters é sem sombra de dúvidas um ícone no mundo do rock. Que conseguiu lotar a Apoteose. E me alegro ver um palco voltado para diversidade musical... e não apenas para 4 dias de Fevereiro. Mas me entristece de saber que por trás das grandes apresentações musicais, em maioria delas internacionais, o lado romântico da música é substituído pelo domínio do dinheiro.

A barreira chamada ganância impôs ingressos de cento e quarenta reais, que sairia por setenta reais para nós estudantes. Não somente no show do Waters como ano passado o valor do ingresso para o show do Pearl Jam também girava em torno de cento e quarenta reais. E, fugindo de shows de rock, recentemente em dezembro de 2006 a meia entrada para assistir o evento Videogameslive custava quarenta reais.

Rolling Stones tocou de graça na praia de Copacabana, mas, e daí? Show dos Stones… no Brasil… e de graça?! Uma vez na vida... porque nem na morte haverá de novo.

Ganância... ingressos a preços incompatíveis com a média da renda brasileira.

"Mas... a quem importa? São gringos! Veio de fora! Tem que cobrar caro mesmo! Só playboy e maluco vão assistir o show do Waters na Apoteose... vamos lucrar em cima do ex-baixista do Pink Floyd e dos manés fanzoca da extinta banda!"

E assim segue a cultura musical brasileira... desvalorisada. Antigos ícones da nossa música ficaram no passado! Os que sobrevivem vão sucumbindo um a um... regravando sucessos antigos no apelo (e desespero) de re-erguer o império em ruínas.

E o Waters? Bom... o Waters tocou pra caramba. A galera cantou. E curiosamente um grupo de crianças de um colégio municipal fez o coro da música "Another Brick in the Wall". Será que eles sabem o que significa "We don’t need education... We don't need no thought control… No dark sarcasm in the classroom… Hey! Teachers! Leave us kids alone!" ?

21.3.07

Contos #3

- Bom dia, seu Zé!
- Bom dia, seu Souza...
- Cômu tão as coisa aí? Só nu bem i bom, né?
- Dimais! A banca tá indo muito bem obrigado.
- Pu falá nissu, mi dá aquele jornal... baratin...
- Pois não... tôma aqui... precinhu extra pra você... notícia do dia... quentinha e expressa qui dá pá lê em meia-hora...
- Má vejam só... já leu ar notícia?
- Já li sim... viu u qui aconteceu na zona-sul? E dizem qui só na periferia aconteci essas barbaridadi.
- Mar num é? Aqui ó: "baleado ao sair da boate".
- E logu du ladu uma matéria de mais um ôimbu queimado na via expressa.
- Coisa di lôcu.
- Vira a página... ó... aqui... o cara levou três tiru!
- E num é qui acertou logo no miolo du rapaz?
- Num dá mais pra ficá andanu nas rua até tardi mar não! Já foi u tempo que a garotada ficava paqueraaaando, né, seu Souza...
- Ih... nem mi fala... hoji só lemu disgraça acontecênu nessi país.
- Nesse país e nessi mundu.
- Pois é... mas... ué? Que é issu qui tá pingandu du jornal.
- É sangue...

18.3.07

Apropriada

Não é a primeira vez que faço isso... novamente, navegando sem rumo pela internet, achei essa reflexão bem apropriada para o momento.

"A felicidade as vezes é uma benção - mas geralmente é uma conquista. Pobre de quem teve medo de correr os riscos. Porque este talvez não se decepcione nunca, nem tenha desilusões, nem sofra como aqueles que têm um sonho a seguir. Mas quando olhar para trás - porque sempre olhamos para trás - vai escutar seu coração dizendo: 'O que fizeste com os milagres que Deus semeou por teus dias? O que fizestes com os talentos que o teu Mestre te confiou? Enterraste fundo em uma cova, porque tinhas medo de perdê-los. Então esta é a tua herança: a certeza que desperdiçaste tua vida.' "

Ah, sim... autoria de Paulo Coelho.